Justiça manda prender dentista acusado de contaminar mulheres com HIV
A Justiça de Rondônia determinou, na quarta-feira (9), uma nova prisão preventiva para o dentista Jean José Dunga, de 41 anos, condenado por transmitir o HIV intencionalmente à ex-namorada. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público de Rondônia, que apontou a possibilidade de novas vítimas enquanto ele responde a outros processos. As informações são do portal g1.
A mulher, identificada pelo nome fictício Maria, conheceu Jean por meio de um site de relacionamentos. Ela mantinha uma rotina frequente de exercícios, mas passou a enfrentar febres, dores, infecções persistentes e um cansaço incomum durante o namoro.
Diante da piora no estado de saúde, Maria procurou atendimento médico e realizou exames para detectar infecções sexualmente transmissíveis. O resultado confirmou o HIV e, posteriormente, ela soube que o dentista já era investigado por relatos semelhantes apresentados por outras mulheres.
Segundo o MP-RO, Jean conhecia o próprio diagnóstico havia aproximadamente dez anos e teria deixado de seguir corretamente o tratamento antirretroviral. A acusação sustenta que ele contaminou deliberadamente pelo menos quatro mulheres, embora o Núcleo de Atendimento às Vítimas tenha acolhido um número maior de possíveis vítimas.
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Maria procurou o núcleo do Ministério Público em 28 de maio, depois de descobrir a existência das investigações. Jean foi preso em 10 de junho e acabou condenado, em 24 de agosto, a cinco anos de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de R$ 50 mil em indenização.
O dentista foi denunciado por lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave. Em processos envolvendo duas mulheres, ele também enfrenta acusações de estupro.
Após a sentença, o Ministério Público solicitou que Jean voltasse à prisão preventivamente, sob o argumento de que outras mulheres poderiam ser expostas ao vírus. A defesa havia informado, antes da condenação, que o dentista realizava tratamento e acreditava não oferecer risco de transmissão sexual, versão contestada pela acusação.
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