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Mercado clandestino de sangue de gatos vira alvo do Ministério Público em SP

O Ministério Público de São Paulo denunciou cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema clandestino de coleta e venda de sangue de gatos no interior paulista. A acusação, apresentada no último dia 2, aponta a ocorrência de associação criminosa e maus-tratos a animais, após uma investigação identificar atividades em Monte Alto e possíveis conexões com outras cidades da região.

A denúncia ainda precisa ser analisada pela Justiça antes da abertura de uma ação penal, sem prazo definido para uma decisão. Entre os acusados está uma médica veterinária de 34 anos, que divulga nas redes sociais atividades ligadas à hematologia e hemoterapia veterinária, além de cursos e projetos voltados à proteção animal.

Outras quatro pessoas também foram denunciadas pelo Ministério Público, mas as funções atribuídas individualmente a elas não foram detalhadas. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo informou ter fiscalizado estabelecimentos relacionados ao caso, identificado irregularidades e adotado providências administrativas.

A Polícia Civil confirmou a descoberta de uma associação que atuava em Monte Alto, São José do Rio Preto, Mirassol, Catanduva e municípios próximos. Conforme a investigação, animais eram captados para coletas clandestinas e o sangue obtido seria comercializado irregularmente, com participantes responsáveis por diferentes etapas da operação.

O caso avançou após uma ação policial realizada em 4 de outubro do ano passado em uma residência de Monte Alto, onde três pessoas foram presas em flagrante. No imóvel, agentes encontraram seis gatos desacordados após receberem anestésicos, além de pessoas utilizando luvas e roupas próprias de procedimentos veterinários.

Os três detidos disseram atuar como estudante de medicina veterinária e auxiliares e relataram pagamentos entre R$ 100 e R$ 300 pelos procedimentos, sendo posteriormente liberados. Perícias, informações financeiras, documentos, celulares e depoimentos passaram a integrar a apuração.

Segundo a investigação, o sangue retirado dos animais teria como destino transfusões realizadas em uma clínica de São José do Rio Preto, que declarou desconhecer a origem clandestina do material. A doação de sangue animal é utilizada em tratamentos veterinários de emergência, mas sua comercialização é proibida.

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