A prisão do advogado e ex-policial militar do Distrito Federal Cláudio Dias Lourenço, realizada nesta semana em Foz do Iguaçu (PR), reforçou as suspeitas levantadas por uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que aponta um padrão de atuação repetido ao longo de anos e que resultou em acusações de estupro.
Segundo a apuração conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, ele costumava se aproximar de mulheres jovens em espaços públicos, conquistava a confiança das vítimas e as convencia a acompanhá-lo sob a justificativa de um passeio, que terminava em locais isolados.
De acordo com os investigadores, em um dos episódios analisados, duas mulheres foram levadas a um motel após o suspeito afirmar que o local possuía piscina.
Durante o encontro, ele ofereceu bebidas alcoólicas às vítimas. Pouco tempo depois, ambas passaram mal, situação que, conforme a investigação, teria sido aproveitada para a prática de violência sexual contra uma delas e para a tentativa de abuso contra a outra.
As autoridades afirmam que o caso mais recente ocorreu em Foz do Iguaçu, onde o advogado foi preso em flagrante após uma nova denúncia envolvendo violência sexual em um motel.
A Polícia Civil sustenta que o crime apresentou características semelhantes às identificadas em outros inquéritos, com aproximação baseada em falsa sensação de segurança e condução das vítimas para ambientes reservados.
A captura foi resultado de uma ação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e do Paraná. Além do flagrante, foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do DF, posteriormente mantido pela Justiça paranaense.
Segundo a investigação, Cláudio Dias Lourenço acumula 14 inquéritos policiais e nove termos circunstanciados no Distrito Federal, incluindo nove apurações relacionadas a crimes de violência sexual. Também há registros de condenação por um caso ocorrido em 2020 e de uma ocorrência baseada na Lei Maria da Penha, em 2025, por suspeitas de perseguição, violência psicológica e cárcere privado.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil informou que o profissional permanece suspenso e que o procedimento disciplinar tramita sob sigilo no Tribunal de Ética e Disciplina, conforme prevê o Estatuto da Advocacia.
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