Antes do recesso parlamentar, o Congresso Nacional encerrou, na prática, a agenda de votações de temas considerados estratégicos para o país. A sessão marcada para a quinta-feira (9), que analisaria vetos presidenciais, foi cancelada após a falta de entendimento entre governo e parlamentares, deixando projetos prioritários sem previsão de apreciação.
Com a suspensão da sessão, deputados e senadores devem entrar em recesso na próxima semana sem deliberar propostas de grande impacto, como a PEC da Segurança Pública, a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1, a regulamentação da exploração de terras raras e o projeto que destina receitas extras do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis.
Também ficará para depois das eleições a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal que ocupará a vaga aberta após a rejeição do nome indicado anteriormente pelo governo.
O impasse ocorre em meio ao desgaste na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A crise política, iniciada após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, ainda impede uma reaproximação entre os dois líderes, apesar da tentativa de interlocução articulada pelo novo líder do PT no Senado.
Enquanto a pauta legislativa permanece praticamente paralisada, o governo concentra esforços para concluir um acordo com a bancada ruralista. A proposta prevê uma medida provisória para refinanciar dívidas de produtores atingidos por eventos climáticos extremos, com condições diferenciadas de prazo, carência e juros.
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