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Alcolumbre se acovarda e sinaliza que protegerá mandato de Flávio Bolsonaro em troca de apoio do PL

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a bolsonaristas, nos bastidores, que protegerá o restante do mandato de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a fuga do senador para os Estados Unidos. Alcolumbre indicou que não dará andamento aos pedidos de petistas para cassar o mandato de Flávio, que perdeu a eleição presidencial e deixou o país no dia 27 de outubro.

A sinalização mais concreta ocorreu na terça-feira (3), quando Alcolumbre abriu uma exceção e permitiu que Flávio votasse remotamente a PEC da Segurança Pública, mesmo sem ter autenticado seu novo número de celular, procedimento que, em condições normais, exigiria comparecimento presencial ao Senado. Lideranças do PL procuraram o presidente da Casa, que acionou a equipe técnica para liberar a participação do senador.

Por trás da proteção a Flávio está a disputa pela presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027. Alcolumbre busca a reeleição e precisa de votos do PL, que terá a maior bancada da Casa a partir do ano que vem, com 29 senadores. O mandato de Flávio termina em 31 de janeiro de 2027 , ou seja, criar conflito com o partido por causa de um senador de saída não traz ganho eleitoral ao presidente da Casa.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e outros parlamentares da bancada de esquerda acionaram a Mesa Diretora do Senado no dia 27 de outubro pedindo a perda do mandato e a suspensão da remuneração de Flávio por abandono do cargo . Até o momento, Alcolumbre não deu andamento formal aos pedidos.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também questionou a regularidade do voto de Flávio na sessão de terça-feira e pediu sua anulação. Alcolumbre respondeu que analisará a questão de ordem com a Mesa Diretora e as assessorias da Casa, mas não há decisão até o momento.

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