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João Adibe, dono da Cimed, é acusado de usar fórmulas de outra empresa para lançar linha de produtos

 

O empresário João Adibe, presidente e controlador do grupo Cimed, é acusado de utilizar informações técnicas obtidas durante uma negociação de sociedade para lançar seis produtos de higiene bucal com formulações desenvolvidas por outra empresa. A acusação consta em uma queixa-crime protocolada pelas Indústrias Suavetex, fabricante de itens de higiene pessoal.

Segundo a Suavetex, as fórmulas foram compartilhadas durante tratativas para a criação de uma sociedade. O acordo previa que a Suavetex seria responsável pela fabricação dos produtos, enquanto a Cimed cuidaria da distribuição e comercialização sob a marca Carmed 12 horas . Após obter as informações técnicas, Adibe teria cancelado a marca sob a qual os produtos seriam lançados e rompido as comunicações.

A fabricante aponta que, em outubro do ano passado, a Cimed notificou a autoridade sanitária os mesmos seis produtos, mas sob a marca Super, declarando a Icefresh Indústria e Comércio do Brasil Ltda como fabricante . Os itens teriam sido lançados em dezembro de 2025 com os mesmos códigos de barras e a mesma composição das fórmulas originais.

A petição relata que, em setembro de 2025, a Suavetex teria aceitado uma proposta de Adibe para a aquisição de 100% de seu capital por R$ 120 milhões. Após essa etapa, a Cimed teve acesso a novas informações, mas o empresário teria deixado de responder aos contatos poucos dias depois.

O documento também menciona a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de uma joint venture envolvendo a Cimed, o Grupo Globo e a empresa Joatinga Capital, ligada ao apresentador Luciano Huck. Huck e Roberto Marinho Neto foram indicados pela Suavetex como testemunhas.

A queixa-crime aponta supostos crimes contra a propriedade industrial e envolve sete integrantes do grupo Cimed, incluindo João Adibe. A Suavetex pede indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além de apuração posterior dos danos materiais.

Em nota, a Cimed afirmou que mantém relações com fornecedores com base na boa-fé, transparência e respeito aos acordos firmados. A empresa declarou que decisões judiciais de primeira e segunda instâncias vêm negando pedidos apresentados pela Suavetex e classificou a queixa-crime como uma tentativa de reverter derrotas na esfera cível.

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