Até bolsonaristas acham que Flávio foi “ridículo” ao se declarar “presidente eleito”
Nem os bolsonaristas levaram a sério as alegações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fraude no segundo turno das eleições brasileiras. Pesquisa qualitativa feita pela cientista política Esther Solano, após a fuga do candidato derrotado para os Estados Unidos, revela que mesmo os eleitores de Flávio consideraram que ele fez papel de “ridículo” ao se autodeclarar “o verdadeiro presidente eleito” na primeira versão de carta divulgada sobre o assunto.
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De acordo com o estudo, cujas conclusões foram publicadas nesta quinta-feira (05) pela Folha de São Paulo, os eleitores bolsonaristas consideram que é hora de “virar a página” e “vida que segue”.
Segundo a pesquisa, os bolsonaristas menos radicais admitem que Flávio conduziu mal a campanha no segundo turno e foi vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate, na TV Globo.
Os mais radicais ainda fazem menção a suspeitas de fraude, em relação à extensão do horário de votação, mas admitiram não saber que o próprio PL de Flávio pediu isso em alguns estados. Eles também reconheceram que não sabiam que menos de 35 mil votos foram registrados no horário ampliado.
“Apareceram muito duas expressões nos grupos, que eram ‘vida que segue’ e ‘bola pra frente’. E que não faz nenhum sentido que Flávio tente modificar alguma coisa, que agora é esperar daqui a quatro anos”, diz Solano.
Também foi criticado o fato de Flávio continuar recebendo salários e verbas do Senado mesmo após a fuga. “Apareceu muito forte a ideia de que se ele quer receber o salário, vai ter que vir aqui, vai ter que dar as caras, vai ter que trabalhar”, afirma a pesquisadora.
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