Alerta de bomba em carro da comitiva de Flávio: polícia cita possível amônia, usada no processamento de cocaína
Uma suspeita de bomba em um carro da comitiva de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o debate da Band no domingo (18), em São Paulo, levou a polícia a mencionar a possível presença de amônia, substância também usada no processamento de cocaína. A vistoria não confirmou o composto nem encontrou explosivos.
A hipótese foi apresentada pelo comando do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), acionado depois que a Polícia Legislativa do Senado enviou uma comunicação de inteligência durante a transmissão. O aviso indicava uma possível ameaça envolvendo um dos veículos utilizados pela equipe do candidato do PL à Presidência da República.
Encerrado o debate, policiais bloquearam o estacionamento e restringiram saídas da emissora para verificar o automóvel apontado no alerta recebido pela corporação. Os candidatos deixaram o local em segurança, enquanto jornalistas e funcionários tiveram a circulação interrompida temporariamente ou receberam orientação para procurar caminhos alternativos durante o trabalho dos agentes.
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Dois cães empregados na inspeção sinalizaram a possível presença de substâncias químicas, levando o esquadrão antibombas a aprofundar a análise do veículo. Além de vapores de amônia, a polícia mencionou o perclorato como outra explicação possível para o comportamento dos animais, sem estabelecer qual material teria provocado a reação deles.
Embora possa ser empregada no processamento ilícito de cocaína, a amônia tem diferentes aplicações industriais, e sua menção não comprova qualquer ligação do carro com drogas. A sinalização dos cães também não permite concluir, por si só, que havia entorpecentes ou componentes destinados à fabricação de explosivos no veículo inspecionado.
Segundo a explicação apresentada pelo GATE, produtos de limpeza e materiais existentes no próprio automóvel, incluindo componentes do sistema de airbag, poderiam justificar o alerta dos cães. Ao finalizar a operação, a equipe classificou o episódio como alarme falso, sem identificar qualquer artefato explosivo no carro examinado após o encontro presidencial.
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