Após mais de 1.450 mortes, Venezuela toma medida drástica em área atingida pelos terremotos
Ao menos 1.450 pessoas morreram, mais de 3.200 ficaram feridas, 3 mil famílias estão desalojadas e mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas após os terremotos que devastaram a costa da Venezuela. Diante da gravidade da situação, o país reforçou as restrições de acesso às áreas mais atingidas, especialmente em La Guaira, para evitar que a circulação de pessoas sem autorização prejudique as operações de resgate e a chegada de ajuda humanitária.
A partir deste fim de semana, somente profissionais credenciados e pessoas com salvo-conduto podem entrar na região considerada o epicentro da tragédia. A medida busca garantir corredores exclusivos para bombeiros, equipes médicas e organizações humanitárias responsáveis pelo transporte de alimentos, medicamentos, equipamentos e demais suprimentos destinados às vítimas.
Quatro dias após os tremores, as equipes de busca admitem que as possibilidades de encontrar sobreviventes diminuíram drasticamente. Com o encerramento das primeiras 72 horas, período considerado decisivo em operações desse tipo, o trabalho passou a concentrar esforços na localização e retirada de corpos soterrados. Além de permitir a identificação das vítimas, a ação busca oferecer às famílias a possibilidade de realizar o sepultamento de seus parentes.
A situação também desafia a logística da ajuda internacional. Com o principal aeroporto da região metropolitana de Caracas fora de operação, os voos humanitários e de venezuelanos que vivem no exterior passaram a utilizar terminais localizados em cidades mais distantes, tornando o deslocamento até as áreas afetadas mais lento e complexo.
Mesmo diante das dificuldades, voluntários continuam chegando ao país para auxiliar nas ações de socorro e reconstrução, enquanto organizações humanitárias seguem mobilizadas para atender milhões de pessoas afetadas pelo desastre. Outro detalhe que desperta preocupação é a escassez de itens básicos enfrentadas pelos moradores, enquanto aguardam notícias sobre familiares desaparecidos.
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