O Ministério da Educação (MEC) promoveu, na segunda-feira (15), o pré-lançamento dos “Cadernos Brasileiros de Educação Popular”. Os materiais têm o objetivo de fortalecer a educação popular no país por meio do compartilhamento de experiências, pesquisas e práticas que valorizam conhecimentos científicos produzidos por saberes populares e ancestrais.
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Em seu primeiro número, o projeto destaca Paulo Freire como a figura central e a referência que moldou as bases éticas, políticas e pedagógicas desse campo no Brasil e na América Latina. O documento ressalta que o pensamento freiriano permanece extremamente atual para enfrentar as desigualdades contemporâneas e os desafios à democracia, sublinhando sua visão do ser humano baseada em um profundo sentimento de esperança e compromisso com a emancipação social.
“Os cadernos são mais um instrumento dentro do compromisso de garantir que as pessoas que trabalham pela educação dentro dos territórios possam ter todo o amparo necessário para seguir atuando”, explicou a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo.
Os cadernos estão disponíveis na página do programa e foram desenvolvidos em parceria com o Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT). A pasta recolheu diversos depoimentos e formas de produção do conhecimento, reconhecendo o protagonismo de povos indígenas, comunidades quilombolas, populações LGBTQIAPN+, pessoas do campo e das periferias, bem como de outros grupos historicamente comprometidos com a promoção da educação popular.
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