Bets fisgam meninos ainda na infância, revela pesquisa nacional
Meninos começam a apostar em plataformas digitais por volta dos 11 anos no Brasil, segundo uma pesquisa nacional divulgada na quarta-feira (9) pela Frente Parlamentar Mista da Educação e pelo Equidade.info. O levantamento, realizado entre agosto e setembro com cerca de 2 mil estudantes de escolas brasileiras, aponta que o contato com as bets cresce ao longo da vida escolar.
Entre todos os participantes, 27,8% dos meninos disseram já ter feito apostas pela internet, mais que o dobro dos 12,6% registrados entre as meninas. No ensino médio, faixa que reúne adolescentes de 15 a 18 anos, quase metade dos garotos afirmou ter usado essas plataformas.
Responsável pela supervisão técnica do estudo, o professor Guilherme Lichand, da Universidade de Stanford, considera os números especialmente preocupantes porque apostas são proibidas para menores. A diferença entre os gêneros também reforça a suspeita de que o futebol seja uma das principais portas de entrada dos meninos nesse mercado.
Especialistas avaliam que a presença constante das bets em jogos, camisas de clubes, redes sociais e conteúdos de influenciadores ajuda a transformar a prática em algo aparentemente comum. A familiaridade dos adolescentes com futebol, videogames e celulares amplia a exposição, enquanto a promessa de retorno rápido favorece comportamentos impulsivos.
- Comissão do Senado aprova proibição de publicidade de bets
- Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online
- Barreira: mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de apostarem em bets
O risco é maior entre crianças e jovens porque esse público ainda está desenvolvendo mecanismos emocionais de autocontrole e avaliação das consequências. Além da possibilidade de dependência, pesquisadores alertam para a falsa confiança de que o conhecimento esportivo seria suficiente para garantir lucro.
A preocupação chegou ao Congresso, onde um projeto conhecido como Brasil contra as bets avançou recentemente na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. Relatado por Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, o texto proíbe publicidade de apostas, restringe mecanismos digitais considerados viciantes e prevê punição para influenciadores que promovam empresas clandestinas.
A proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Assuntos Sociais. Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Minas Gerais já adotaram restrições à divulgação de bets em espaços públicos.
BookmarkContinue lendo
BOMBA! PF obtém emails que apontam uso da mesma conta bancária por Flávio e responsável pelas fraudes no INSS
Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, tinha vínculo com uma conta do Santander associada ao advogado Willer Tomaz, investigado...
Grávida e sem carteira assinada: ex-funcionária levou loja de Flávio Bolsonaro à Justiça
Uma ex-funcionária da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, procurou a Justiça do Trabalho após ser dispensada quando estava...
TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem publicações contra Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a exclusão de vídeos publicados pelo presidente Lula (PT), pela primeira-dama Janja e pelos deputados André Janones...
Letrux toma conta do Teatro Ipanema no Rio com música, teatro e convidados
Letrux e Arthur Braganti apresentam, em outubro, a temporada Terças Tremendas no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa, no Rio de Janeiro, com shows às 20h que...
Racismo e misoginia no WhatsApp: polícia investiga estudantes da UFMT
A Polícia Civil investiga denúncias de racismo e misoginia atribuídas a estudantes de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após mensagens circularem em grupos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





