Brasil faz história com quatro escolas entre as 50 melhores do mundo
Quatro instituições brasileiras de ensino conquistaram espaço entre as 50 melhores escolas do planeta e avançaram para a fase decisiva do Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026. O anúncio foi feito na última quinta-feira (25), colocando unidades do Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso e Pará entre as dez finalistas de diferentes categorias da premiação internacional, que reconhece iniciativas educacionais de impacto social.
Representando o Brasil, estão o Ginásio Educacional Tecnológico (GET) IV Centenário, na Maré, zona norte do Rio de Janeiro; a Escola Baniwa Kalipana, localizada na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM); o Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, em Cuiabá (MT); e o Centro Educacional Primeiro Mundo, de Canaã dos Carajás (PA).
Cada instituição foi selecionada por desenvolver projetos que transformaram a realidade de seus estudantes. No Rio de Janeiro, o GET IV Centenário ganhou destaque por adotar uma estratégia de acolhimento emocional, ouvindo diariamente os alunos e fortalecendo o vínculo entre escola, famílias e comunidade. A iniciativa contribuiu para eliminar a evasão escolar e elevar os índices de alfabetização, além de servir de inspiração para outras unidades da rede municipal.
No Amazonas, a Escola Baniwa Kalipana foi reconhecida pelo trabalho voltado à preservação ambiental e à valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. O ensino integra conteúdos da educação básica aos saberes ancestrais e à língua indígena, fortalecendo a identidade cultural dos estudantes.
Em Cuiabá, o Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf chegou à final graças a um modelo pedagógico baseado em ambientes temáticos de aprendizagem, incentivando a experimentação, a criatividade e práticas permanentes de educação antirracista desde a primeira infância.
Já o Centro Educacional Primeiro Mundo foi selecionado pelo incentivo à inclusão e ao acesso à educação científica em uma região distante dos grandes centros urbanos. A escola reúne alunos de diferentes perfis, incluindo indígenas, estudantes com deficiência e neurodivergentes, e acumula expressivo desempenho em olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais.
Após a divulgação dos finalistas, foi aberta a votação popular pela internet, que seguirá até 29 de outubro. Os vencedores serão conhecidos em novembro e participarão, em janeiro de 2027, de um encontro internacional em Londres voltado ao intercâmbio de experiências entre educadores de diversos países.
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