Brasil tem 39,4 milhões entre ausências, votos brancos e nulos
Quase um quarto do eleitorado brasileiro deixou de escolher um candidato à Presidência no primeiro turno do domingo (4), entre ausências, votos brancos e nulos. O balanço divulgado na segunda-feira (5), com todas as seções apuradas, contabilizou 39,4 milhões de pessoas nessas condições, ou 24,8% dos 158,7 milhões de eleitores aptos a participar da votação em todo o país.
A maior parcela desse total corresponde aos 33.469.244 brasileiros que não foram às urnas, uma abstenção de 21,08%. Trata-se do maior percentual em uma primeira rodada presidencial desde 1998, quando a ausência alcançou 21,49%, embora o índice informado ainda possa sofrer ajustes na consolidação dos dados eleitorais.
O afastamento das urnas cresceu em todas as eleições presidenciais desde 2006, quando 16,75% dos eleitores não compareceram. A proporção subiu para 18,12% em 2010, atingiu 19,39% em 2014, chegou a 20,33% em 2018 e marcou 20,95% em 2022, antes do patamar registrado no domingo.
- Candidaturas trans avançam pelo Brasil e conquistam votações expressivas
- Senado muda de cara e grupo pró-impeachment do STF chega a 49 integrantes
- Bancada feminina do PT cresce e chega a 25 deputadas na Câmara
Entre os que participaram da votação, 2.300.798 escolheram a opção em branco e 3.674.249 anularam o voto para presidente. Essas escolhas representaram, respectivamente, 1,84% e 2,93% dos votos registrados para o cargo, mas ficaram fora da contagem utilizada para calcular o desempenho de cada concorrente na disputa presidencial.
Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, avançaram ao segundo turno, com o petista somando 53.223.914 votos, equivalentes a 44,98% dos válidos. O candidato do PL recebeu 55.825.882 votos e alcançou 47,18%, sem atingir a maioria necessária para encerrar a disputa na primeira etapa do pleito.
Diferentemente da abstenção, brancos e nulos são registrados por eleitores que comparecem, mas não escolhem nenhum candidato para aquele cargo. Nenhuma dessas duas modalidades beneficia automaticamente o líder da votação, e uma eventual maioria de votos brancos ou nulos também não basta, por si só, para cancelar a eleição ou determinar uma nova votação.
Continue lendo
PL projeta volta de Bolsonaro em 2030 se Flávio vencer eleição
A direção do PL apontou na segunda-feira (5) a possibilidade de Jair Bolsonaro disputar novamente a Presidência em 2030, caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno...
Cadela desaparece durante espetáculo circense e é encontrada morta com sinais de violência
Após fugir durante um espetáculo circense, a cadela Mel, também chamada de Cláudia Mel, foi localizada sem vida em Baraúna, no Rio Grande do Norte, na...
Bolsonaristas planejam retirar do STF o poder de julgar autoridades
Senadores bolsonaristas pretendem apresentar, após a posse da nova legislatura em 2027, uma proposta de emenda à Constituição para reduzir as atribuições do Supremo Tribunal Federal....
Candidaturas trans avançam pelo Brasil e conquistam votações expressivas
As eleições de 2026 marcaram um avanço da participação de pessoas trans e travestis na política brasileira, tanto pelo crescimento das candidaturas registradas com nome social...
Senado muda de cara e grupo pró-impeachment do STF chega a 49 integrantes
O Senado terá a partir de 2027 ao menos 49 parlamentares favoráveis, ainda que em diferentes graus, à abertura de processos de impeachment contra ministros do...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





