Candidaturas trans avançam pelo Brasil e conquistam votações expressivas
As eleições de 2026 marcaram um avanço da participação de pessoas trans e travestis na política brasileira, tanto pelo crescimento das candidaturas registradas com nome social quanto pelo desempenho alcançado nas urnas no domingo (4).
Os resultados mostram votações expressivas para nomes que disputaram vagas na Câmara dos Deputados, enquanto dados da Justiça Eleitoral apontam aumento de 45% nos registros com nome social em comparação com 2022.
Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) recebeu 1.596.472 votos e terminou como a segunda candidata mais votada do estado para a Câmara dos Deputados. O resultado colocou a parlamentar entre os principais destaques da eleição paulista e reforçou seu peso eleitoral após o primeiro mandato em Brasília.
Minas Gerais também registrou votação relevante para uma candidatura trans, com Duda Salabert (PSOL) ultrapassando 229 mil votos quando 99,88% das urnas estavam contabilizadas. A deputada apareceu na terceira posição entre as candidaturas mais votadas do estado, consolidando sua presença na política mineira.
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No Rio Grande do Norte, Thabatta Pimenta (PV) recebeu 92.735 votos e ficou na décima colocação entre os candidatos à Câmara, embora o estado tenha direito a oito cadeiras.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 54 candidaturas optaram pelo uso do nome social em 2026, contra 37 no pleito federal de 2022 e 29 em 2018. Dos registros deste ano, 53 correspondem a candidatos aos Legislativos federal ou estaduais, enquanto Seu Alex (PSTU), candidato a vice-governador do Pará, representa a única disputa para o Executivo.
O crescimento também aparece nas eleições municipais, que tiveram 171 candidaturas com nome social em 2020 e 348 em 2024. Desde 2018, pessoas trans e travestis também podem solicitar diretamente nos cartórios a alteração do nome e do gênero nos documentos, procedimento que acumulou mais de 18 mil pedidos de retificação até 2025.
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