Candidato à Câmara Federal, deputado do PL do Paraná usa propaganda eleitoral para disseminar discurso antivacina
Candidato à Câmara Federal, o deputado estadual bolsonarista do Paraná, Ricardo Arruda (PL), está usando a propaganda eleitoral no rádio e TV para disseminar o discurso negacionista e antivacina. Em inserções na programação, Arruda afirma ser o autor de lei que proíbe a obrigatoriedade da vacina da Covid para crianças e adolescentes no estado. Na propaganda, o parlamentar de extrema-direita alega que a vacina contra a Covid é um “experimento perigoso”.
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Além de usar a propaganda eleitoral no rádio e na TV, Arruda – que é réu na Justiça do Paraná acusado desvio de dinheiro público, tráfico de influência e associação criminosa pela prática de “rachadinha” – também vem divulgando o mesmo discurso contra as vacinas nas redes sociais. “Levei essa importante pauta para dentro da Assembleia, realizei inúmeras audiências públicas pelo Paraná, mostrando a verdade a respeito do perigo desse experimento e levando a verdade a respeito da lei, e provando que não é obrigatório inocular seus filhos de 6 meses a 5 anos de idade com esse experimento”, diz ele em postagem recente.
A alegação de que a vacina é um “experimento perigoso” é falsa e contraria a ciência. As vacinas aplicadas no Brasil foram testadas em todas as fases clínicas, aprovadas pela Anvisa e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e têm segurança e eficácia comprovadas após bilhões de doses aplicadas globalmente.
Na prática, o deputado bolsonarista está usando dinheiro público para espalhar informações falsas sobre as vacinas, o que é proibido pela legislação eleitoral. Ao contrário do que muitos pensam, o horário eleitoral só é gratuito para os políticos e partidos, mas custa caro para o cidadão. Nas eleições de 2026, a Receita Federal estima abrir mão de cerca de quase R$ 1 bilhão em compensação fiscal para as emissoras de rádio e televisão pela veiculação da propaganda eleitoral e partidária.
Com a palavra a Justiça eleitoral do Paraná.
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