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Caso Master: grupo é suspeito de invadir sistemas da PF e acompanhar investigação em tempo real

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi informada ainda em novembro do ano passado sobre possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionadas à investigação contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O alerta surgiu após a Polícia Federal iniciar a extração de dados do celular apreendido do investigado e identificar indícios de que conteúdos internos da apuração estavam sendo acessados de forma irregular e repassados a ele.

De acordo com investigadores, os acessos indevidos teriam começado em julho de 2025. Mensagens encontradas no aparelho indicam que Vorcaro recebeu, naquela época, arquivos e documentos ligados ao processo que corria na primeira instância da Justiça Federal.

Entre os materiais identificados estariam registros da própria investigação e informações sobre apurações conduzidas pelo Banco Central envolvendo o Banco Master.

A suspeita é de que integrantes de um grupo estruturado tenham conseguido acessar sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Os investigadores acreditam que credenciais funcionais de servidores foram usadas para entrar nos sistemas e extrair dados sensíveis, mesmo em investigações classificadas com o nível máximo de sigilo.

A existência dessa estrutura clandestina, apelidada de “A Turma”, também foi citada como um dos elementos que embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar novas prisões preventivas na operação.

Segundo as investigações, o grupo teria atuado para monitorar autoridades e intimidar críticos, além de buscar informações reservadas sobre processos em andamento.

Vorcaro havia sido preso em 17 de novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para fora do país. A Polícia Federal suspeitou de tentativa de fuga, enquanto a defesa alegou que a viagem tinha objetivo de negociar com investidores interessados na aquisição do Banco Master.

Procurada, a PGR não comentou o caso. Já os advogados do ex-banqueiro afirmaram que não se manifestariam sobre conteúdos decorrentes de vazamentos ilegais, ressaltando que os fatos são alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal.

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