Censura: Nunes Marques volta a ameaçar tirar canal “Exército do Lula” do ar
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, não desistiu de tentar derrubar o canal de WhatsApp, “Exército do Lula”, que já tem mais de 8 milhões de seguidores. Depois de recuar da proposta de tirar do ar os canais políticos 48 horas antes do segundo turno de domingo (25), o indicado por Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o canal criado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). Nesta quinta-feira (22), o magistrado deu 24 horas para que a Meta – dona do WhatsApp – apresente um relatório técnico completo sobre a atuação do canal. A determinação atende a um pedido da campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
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A menos de três dias da eleição, Nunes Marques exige que a Meta faça um “pente-fino” com a checagem dos fatos e elementos apresentados no processo, a presença de atuação coordenada ou sincronização de mensagens entre canais e plataformas, padrões de engajamento e eventual amplificação artificial de conteúdo, a circulação de mensagens, o uso de impulsionamento pago e a efetiva aplicação das medidas de segurança. Além da Meta, o ministro também solicitou dados ao Google para verificar se houve manipulação de termos e hashtags em buscas e assuntos em alta entre 18 e 20 de outubro.
Dois pesos
O embate jurídico entorno do canal começou após a campanha de Flávio Bolsonaro pedir a suspensão da página alegando a difusão de notícias falsas. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou o bloqueio, mas a ordem foi cassada no mesmo dia pelo relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, após perícia do TSE não constatar desinformação nos conteúdos analisados.
Em 13 de outubro, a campanha do presidente Lula oficializou o registro do canal perante a Justiça Eleitoral. Apesar de uma nova interrupção temporária na mesma noite, Nunes Marques voltou atrás no dia 14 de outubro, ordenando o restabelecimento integral do canal para publicações e novos inscritos.
Enquanto isso, os canais ligados a Flávio Bolsonaro, como o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), seguem espalhando fake news sem nenhuma fiscalização ou providências da Justiça Eleitoral.
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