Coligação de Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro por suspeitas de uso eleitoral de territórios controlados por milícias
A votação de Flávio Bolsonaro em territórios dominados por milícias e facções criminosas no Rio de Janeiro está no centro de uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A representação pede a cassação da chapa formada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Alfredo Gaspar e a inelegibilidade do candidato por oito anos, sob a acusação de abuso de poder político e econômico associado ao controle territorial de grupos armados.
- Denúncia à ONU aponta suspeita de proteção de Flávio Bolsonaro a milícias
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Segundo a petição, Flávio venceu em 268 dos 311 locais de votação situados em áreas de milícia na capital fluminense, o equivalente a 86%. Dessas regiões vieram aproximadamente 89% de toda a sua vantagem de votos na cidade. No estado, liderou em 615 dos 675 locais dominados por organizações criminosas, com margens de até 25 pontos percentuais superiores às registradas nas demais regiões. Estudos apresentados pela coligação estimam mais de 107 mil votos excedentes associados à coação eleitoral.
Alianças
Entre os casos citados está o apoio de Flávio à pré-candidatura de Márcio Canella ao Senado, que teve a mãe do candidato presidencial como suplente até a prisão preventiva de Canella pela Polícia Federal, em 15 de outubro. A petição aponta ainda a atuação de Robson Calixto, o Peixe, condenado a nove anos de prisão no caso Marielle Franco, como intermediário de uma emenda parlamentar de aproximadamente R$ 200 mil destinada a uma entidade na Taquara.
Também são mencionados Gutemberg Fonseca, citado em investigações envolvendo o Comando Vermelho e repasses de contraventores, além de Rodrigo Bacellar e TH Joias, investigados por suspeitas de proteção a integrantes do crime organizado. O documento recupera homenagens concedidas por Flávio a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, e ao major Ronald Paulo Alves Pereira, condenado pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
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