Com salário de R$ 46,3 mil, deputado do PL de Flávio Bolsonaro insiste em barrar reajuste de R$ 91 do Bolsa Família
A reação dos bolsonaristas ao reajuste dos benefícios do Bolsa Família anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evidenciou, mais uma vez, o desprezo que o grupo político do candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ) tem em relação aos mais pobres.
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Lula reajustou o benefício em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Ou seja, apenas corrige a perda de poder aquisitivo dos beneficários que estavam com o valor congelado há mais de três anos.
Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777. A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família.
Mesmo assim o deputado federal e candidato do PL de Santa Catarina, conhecido como Zé Trovão, ficou inconformado, e entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a medida. O relator do caso, ministro André Mendonça, rejeitou o pedido por razões formais: deputado, Zé Trovão não tem legitimidade para entrar com uma ação conrra um candidato à Presidência.
O amigão de Flávio Bolsonaro não recuou e disse que vai recorrer. “O meu advogado está entrando agora com o agravo sobre essa decisão do André Mendonça. Nós não podemos aceitar que esse vagabundo do Lula crie pro (sic) Brasil mais um problema”, disse o bolsonarista.
0,20%
A título de comparação, o deputado tem um salário mensal de R$ 46.366,19. O valor de R$ 91 de aumento no Bolsa Família representa menos de 0,20% dos vencimentos do parlamentar do PL.
Somente nos oito meses de 2026, Zé Trovão recebeu um total de R$ 370.929,52 em salários pagos pelo contribuinte, mas pra ele, o problema do Brasil é o reajuste de menos de R$ 100 do Bolsa Família.
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