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Cuidado com o precipício”: intelectuais e artistas divulgam manifesto em defesa da democracia

Um grupo de intelectuais e artistas divulgaram, nesta sexta-feira (09), um manifesto em defesa da democracia, alertando para o risco da eleição do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ). O texto, intitulado “Cuidado com o precipício” e articulado pelo jurista Miguel Reale Júnior chama Flávio de “figura secundária e inexpressiva”, “amigona de milicianos”.

O documento aponta que pouco de sabe sobre as propostas de Flávio, a não ser a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, a começar por seu pai, e “e submeter-se aos interesses dos Estados Unidos, que pretende ter os países da América como sesmarias”. Lembra que em oito anos no Senado, os únicos projetos do candidato do PL envolviam o endurecimento amplo da repressão penal que não foram aprovados.

Para os subscritores do manifesto, quem votar em Flávio “está a admitir a anistia, ou seja, referendando a invasão das sedes dos três Poderes e a tentativa de anulação pela força da eleição fidedigna de 2.022”.

“Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia”, alerta, dizendo ainda que apoiar o candidato do PL significa admitir a interferência dos Estados Unidos no Brasil

“Sendo Flávio submisso a Trump, cumpre estar o eleitor consciente de que ao nele votar dia 25 estará fragilizando nossa soberania”, critica.

Os autores condenam a intenção de Flávio de copiar a política de segurança do ditador Bukelle em El Salvador. “Cada eleitor que pretender sufragar o nome de Flávio deve estar ciente de que começa com o seu voto a construção de uma repressão indiscriminada, sem o devido processo penal”.

A crítica inclui a eleição de políticos de ultradireita para o Congresso. “O risco de quebra da normalidade democrática e de aceitação de violação de direitos se densifica diante das posições de parlamentares da direita radical, eleitos com milhões de votos que, em palanques virtuais com Flávio, pregaram contra direitos das minorias, contra cotas, contra o feminismo, em prol da redução da maioridade penal ou associando povos indígenas a canibalismo”, avisa.

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