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Em Cuba, Chico Buarque encontra Silvio Rodriguez para dueto fascinante da canção “Sueno con Serpientes”

(Foto: Francisco Proner)

34 anos separavam Chico Buarque de sua última viagem para Cuba. Nesta semana, o cantor, compositor e escritor deixou o Brasil sem muito alarde e desembarcou em Havana para encontrar o artista cubano Silvio Rodríguez, com quem gravou a belíssima canção “Sueño con serpientes”, de 1974.

A música, que é de autoria de Silvio, ganhou destaque no Brasil ao ser interpretada por Milton Nascimento no álbum “Sentinela”, de 1980, em dueto com a fabulosa cantora argentina Mercedes Sosa.

Apesar de todos os problemas enfrentados por Cuba no atual momento, fruto do cada vez mais rígido bloqueio econômico e social imposto pelos Estados Unidos, Chico Buarque foi conduzido pelo seu amor pela música e pela sua eterna vontade de lutar.

Há poucos dias, ao ouvir a bela canção, não pensou duas vezes antes de ligar para Silvio Rodríguez, de quem é amigo há cerca de 50 anos, perguntando sobre a possibilidade de gravar “Sueño con serpientes”, que trata de todas as adversidades da vida e de uma “serpente” que está sempre no meio de nós.

Uma semana depois, na última terça-feira (07), embarcou para a capital cubana acompanhado por sua mulher, a jurista Carol Proner, e pelo fotógrafo e documentarista Francisco Proner.

Para alegria dos fãs, a gravação do dueto, realizada nesta quinta-feira (09), foi linda, leve e, obviamente, histórica. Em breve, “Sueño con serpientes”, com Chico Buarque e Silvio Rodríguez, ganhará o mundo com um potencial incrível para encantar e fascinar os amantes da boa música.

Sueño con Serpientes

 

Hay hombres que luchan un día
Y son buenos
Hay otros que luchan un año
Y son mejores
Hay quienes luchan muchos años
Y son muy buenos
Pero hay los que luchan toda la vida
Esos son los imprescindibles
Bertolt Brecht

Sueño con serpientes
Con serpientes de mar
Con cierto mar, ay, de serpientes, sueño yo

Largas, transparentes
Y en sus barrigas llevan
Lo que puedan arrebatarle al amor

Oh, oh, oh
La mato y aparece una mayor
Oh, oh, oh
Con mucho más infierno en digestion

No quepo en su boca
Me trata de tragar
Pero se atora con un trébol de mi sien

Creo que está loca
Le doy de masticar una paloma
Y la enveneno de mi bien

Oh, oh, oh
La mato y aparece una mayor
Oh, oh, oh
Con mucho más infierno en digestión

Esta al fin me engulle
Y mientras por su esófago paseo
Voy pensando en qué vendrá

Pero se destruye
Cuando llego a su estómago
Y planteo, con un verso, una verdad

Oh, oh, oh
La mato y aparece una mayor
Oh, oh, oh
Con mucho más infierno en digestión

Oh, oh, oh
La mato y aparece una mayor

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Redação BFC

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