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Em decisão inédita, articulada por Alcolumbre, Senado rejeita indicação de Messias para o STF

No começo da noite de quarta (29), o plenário do Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Para a indicação ser aprovada, era preciso ter o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores. Antes de chegar ao plenário da casa, o nome de Messias havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com 16 votos favoráveis e 11 contrários.

Nos bastidores, a rejeição de Jorge Messias foi colocada “na conta” de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado Federal, que teria articulado diretamente a votação desta quarta-feira. Alcolumbre teria prometido para os parlamentares de oposição que derrubaria o nome de Messias e não votaria outra indicação antes da eleição presidencial.

A indicação de Jorge Messias, que ocuparia a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril.

Desde o primeiro momento, Alcolumbre posicionou-se contra Messias. O senador tentava emplacar um nome de sua confiança, com mais articulação no ambiente político, para tentar contrapor ofensivas contra parlamentares no STF. O nome preferido de Alcolumbre era o do senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Congresso Nacional.

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