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Em projeto, deputado bolsonarista disse que Nossa Senhora padroeira fere “estado laico”

Na justificativa do projeto de Lei nº 2623/2007 – que tira da Nossa Senhora Aparecida o título de “Padroeira do Brasil” – o ex-deputado federal Victório Galli (PP-MT), alegou que a honraria à santa católica feria o princípio do “estado laico”, e era inconstitucional. A proposta voltou à tona esta semana, após a informação de que evangélicos teriam a intenção de ressuscitar a iniciativa em caso de eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência.

O projeto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 – que declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira e instituiu o feriado nacional de 12 de outubro – para declarar a santa como padroeira apenas dos católicos, e não do país.

“A proposição fruto da sugestão de brasileiros que não professam a fé católica apostólica romana, tem o condão de democratizar o conteúdo da Lei, que como está fere frontalmente a liberdade de culto recepcionada na Constituição Federal de 1988”, alegou Galli no texto, arquivado em 2028.

“Este parlamentar tem a consciência da inconstitucionalidade da Lei objeto de alteração, pois fere frontalmente o texto da Constituição Federal, já dito no seu artigo 19, que determina ser o Estado laico”, argumentou Galli.

O político é candidato à Câmara Federal nas eleições de 2026, com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pastor da Assembleia de Deus de Mato Grosso, Galli faz campanha para Flávio em suas redes sociais, e se diz “o único bolsonarista raiz” do estado.

No perfil do candidato no instagram há imagens dele junto com Flávio, e também com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Quem é Bolsonaro raiz tem nome e sobrenome: é Victório Galli”, afirmou ele em 21 de agosto último a um jornal local.

“Meu amigo”

Em abril, o ex-deputado publicou um vídeo sobre a passagem de Flávio Bolsonaro por Sinop. “Uma alegria estar na @norteshow, em Sinop, ao lado do meu amigo e senador @flaviobolsonaro .
Um momento especial, de boas conversas e alinhamento sobre o futuro do nosso país”, escreveu ele na ocasião.

Ele também foi nomeado assessor especial da Presidência por Jair Bolsonaro em 2019.

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