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Ex-funcionária de amigo de Flávio envolvido na fraude do INSS aparece na direção de 14 empresas

Uma ex-funcionária do escritório do advogado Willer Tomaz passou a figurar na direção de empresas ligadas a ele poucos dias após deixar o emprego, em setembro de 2020. Levantamento do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras identificou o nome de Lídia Maria Figueiredo Mazelli, de 61 anos, em 14 negócios dos setores imobiliário, aéreo, de comunicação e de pagamentos.

Registros trabalhistas consultados pela reportagem apontam que Lídia esteve vinculada ao escritório entre março de 2019 e setembro de 2020. Quatro dias após o encerramento do contrato, ela já aparecia como dirigente de uma empresa de serviços aéreos e, no mesmo período, assumiu um cargo em uma administradora de imóveis.

Entre os negócios estão uma mansão em Angra dos Reis avaliada em R$ 10 milhões, uma ilha na mesma cidade anunciada por R$ 17 milhões e um hangar para jatos executivos em Brasília. Lídia também integrou a administração da empresa contratada pela loteria do Rio de Janeiro para processar pagamentos de casas de apostas credenciadas pelo estado.

Localizada no Distrito Federal, Lídia afirmou à reportagem que trabalhava como doméstica e desconhecia sua participação nas empresas. A assessoria de Willer primeiro contestou a identidade da mulher abordada, mas depois confirmou que se tratava dela e atribuiu as respostas ao medo durante a conversa.

Lídia Maria Figueiredo Mazelli.

O advogado sustenta que Lídia tem formação em administração e experiência em cargos de gestão. Segundo a reportagem, sua assessoria não apresentou, até a publicação, documentos que comprovassem a graduação após receber o pedido.

Amigo do senador Flávio Bolsonaro, Willer emprestou imóveis usados por ele em Angra dos Reis e São Paulo. O advogado nega que o senador seja seu sócio ou tenha participado da compra da mansão, cuja disputa judicial terminou com decisão favorável a Willer em 2025.

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