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Exposição no Museu Goeldi reconta história de retomada territorial dos povos Katxuyana e Kahyana

A trajetória de resistência e retomada territorial dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana ganha destaque no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, a partir deste mês. A exposição Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, relatos e acervos históricos e contemporâneos produzidos desde a década de 1960, resgatando memórias e patrimônios culturais que foram dispersados durante o período de remoção forçada de suas terras originais.

A mostra contextualiza o processo de violência vivenciado pelos grupos no oeste do Pará, quando foram retirados de seus territórios tradicionais pela ditadura militar durante projetos de colonização da Amazônia.

Após décadas de resistência, o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana — que abrange 2 milhões de hectares nos estados do Pará e Amazonas — teve início pela Funai em 2008 e foi concluído com a homologação oficial.

Fruto de uma curadoria compartilhada entre lideranças indígenas, o Instituto Iepé e o Museu Goeldi, a exposição contrapõe utensílios de uso atual a peças coletadas nos anos 1960. Entre os itens exibidos, destaca-se o txamatxama, artefato plumário de relevante significado sociopolítico e cosmológico, utilizado historicamente para a diplomacia entre os povos e para a comunicação com outros seres vivos.

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