Governo Lula trava repasse de R$ 6 milhões a ONG suspeita por castrações falsas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima suspendeu o pagamento de R$ 6 milhões à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social enquanto apura possíveis irregularidades em um programa de castração de animais realizado em São Paulo. A verba integra uma emenda parlamentar de R$ 11 milhões apresentada pelo deputado federal Bruno Lima (Podemos-SP), dos quais R$ 5 milhões já foram repassados.
A decisão foi confirmada pela pasta na quarta-feira (26), após o surgimento de dúvidas sobre atendimentos registrados pelo Castra+ São Paulo. O programa oferecia castração e microchipagem de cães e gatos, mas documentos preenchidos durante as ações apresentaram informações incompletas ou aparentemente incompatíveis com os procedimentos declarados.
Uma análise de 500 microchips encontrou somente 61 registros com a identificação dos tutores, além de cadastros com nomes considerados incomuns, como o de um modelo de celular. Diante das inconsistências, o MMA ampliou a verificação e solicitou à CHC explicações sobre 1.226 animais incluídos na prestação de contas.
A associação foi orientada a entregar fichas individuais, prontuários, comprovantes dos atendimentos, fotografias, nomes dos responsáveis técnicos e a relação completa dos animais. Segundo o ministério, a CHC atribuiu parte dos problemas a lançamentos feitos em lote pela clínica contratada para executar os serviços.
Após identificar as falhas, a entidade interrompeu preventivamente os pagamentos à empresa e rescindiu o contrato. A CHC sustenta, entretanto, que todas as castrações previstas foram concluídas e afirma aguardar a liberação do valor restante pelo governo Lula.
Bruno Lima informou que solicitou uma auditoria externa para revisar os procedimentos e que o levantamento não encontrou cirurgias fictícias. De acordo com o deputado, planilhas assinadas por tutores e outros documentos foram encaminhados ao Ministério do Meio Ambiente.
A liberação também enfrenta divergências jurídicas durante o período eleitoral, pois TSE, TCU e AGU adotam interpretações diferentes sobre a natureza desses repasses. O MMA afirma que o pagamento permanecerá bloqueado até a correção das inconsistências e a conclusão da análise documental.
BookmarkContinue lendo
Após interferência do bolsonarista André Mendonça, diretores da PF colocam cargo à disposição
Os diretores da Polícia Federal divulgaram uma manifestação de apoio a Andrei Rodrigues após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar nesta terça-feira...
Salvador, Rio e São Paulo recebem nova fase de Teresa Cristina
Teresa Cristina apresenta em setembro a turnê de “Tudo Que Eu Tenho”, primeiro álbum formado apenas por composições autorais e inéditas da cantora. Com apresentações em...
Filho entrega bilhetes na escola e salva mãe mantida em cárcere
Uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro foi resgatada na quarta-feira (2), em Gongogi, no sul da Bahia, depois que o filho de sete anos...
Mostra gratuita em Vitória mergulha nas muitas faces da identidade brasileira
A exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria ocupa a Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, até 30 de setembro de...
Em guerra eleitoral, Mendonça determina o afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





