Inspiração de Flávio, Argentina de Milei perde mais de 32 mil empresas
A Argentina registrou uma redução de 32.290 empregadores desde a chegada de Javier Milei ao poder, em dezembro de 2023, segundo dados divulgados no sábado (10). O resultado acompanha a aplicação dos cortes de gastos que inspiram o programa econômico de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência do Brasil.
O cadastro da Superintendência de Riscos do Trabalho, órgão do governo argentino, reunia 512.357 empregadores em novembro de 2023, antes da posse de Milei. Em julho de 2026, esse número havia caído para 480.067, numa sequência de 18 meses de retração na quantidade de empresas empregadoras registradas no país.
Somente em julho, o levantamento apontou a saída de 948 empregadores do cadastro e a eliminação de 3.485 postos formais de trabalho. A redução ocorre num cenário em que mais de 30% dos argentinos vivem na pobreza e a informalidade avança, comprometendo o acesso de trabalhadores à proteção social.
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Apresentado como resposta à inflação e aos entraves burocráticos, o programa de Milei reduziu obras públicas e transferências de recursos às províncias. Também houve desvalorização da moeda e diminuição dos subsídios para gás, eletricidade, trens e ônibus, medidas que alteraram os custos suportados pelas famílias e pelas empresas argentinas.
Mesmo diante desse quadro, Flávio e sua campanha mantêm o governo argentino como referência para a agenda econômica que pretendem executar no Brasil. Em evento do Esfera Brasil, realizado em setembro, a coordenação econômica da candidatura confirmou que as mudanças promovidas por Milei servem de inspiração para suas propostas.
Batizado de tesouraço, o pacote defendido pela campanha prevê uma redução de aproximadamente R$ 200 bilhões nos gastos públicos. Entre as políticas apontadas como atingidas estão os pisos de saúde e educação, a valorização do salário mínimo e os aumentos reais das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos e pessoas com deficiência.
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