Ministro Barroso anuncia aposentadoria do STF; Lula terá 3ª nomeação para o Supremo
O ministro Luís Roberto Barroso oficializou sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10), abrindo caminho para que o presidente Lula indique seu décimo ministro ao cargo.
Barroso, que poderia permanecer no tribunal até 2033, decidiu antecipar sua saída. Em discurso recente, sinalizou a decisão ao afirmar que “a vida é feita de ciclos e é preciso saber a hora de sair”. A mudança também é atribuída a compromissos pessoais, incluindo um combinado com sua falecida esposa.
Entre os possíveis nomes para a vaga, destacam-se:
Jorge Messias – Advogado-geral da União e homem de confiança de Lula;
Rodrigo Pacheco – Senador (PSD-MG) e aliado de Gilmar Mendes;
Maria Elizabeth Rocha – Nome forte para equilibrar gênero no STF, atualmente preside o STM;
Bruno Dantas (TCU) e Vinícius Carvalho (CGU) também são cotados.
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Barroso, indicado por Dilma Rousseff em 2013, enfrentou restrições de visto dos EUA durante o governo Trump, o que afetou sua família. Ele deve deixar o cargo nas próximas semanas e viajará para um retiro espiritual na Europa.
Na última indicação — de Flávio Dino para a vaga de Rosa Weber —, Lula enfrentou pressão para nomear uma mulher, mas defendeu que “gênero e cor não são critérios” para a escolha.
Durante sua jornada no STF, um dos momentos mais emblemáticos de Barroso foi o conflito com Gilmar Mendes, quando dirigiu-se a Gilmar com as famosas palavras “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”. A ameaça comum representada pelo governo Bolsonaro uniu a Corte, substituindo as votações tradicionalmente apertadas (6×5) por uma frente de resistência institucional.
Em seu discurso de aposentadoria, Barroso afirmou não guardar ressentimentos e revelou desejo de dedicar-se a “mais literatura e poesia”. Sua saída, oito anos antes do limite, simboliza o fechamento de um ciclo.
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