Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 28 de julho o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi tomada após a defesa do parlamentar alegar conflito de agenda para cumprir o prazo inicial de até dez dias, justificativa que, segundo o magistrado, não foi acompanhada de elementos que comprovassem a impossibilidade de comparecimento.
Com isso, Moraes definiu a nova data para dar continuidade às investigações, entendendo que não havia motivo para novo adiamento do procedimento.
O caso teve origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em janeiro deste ano, logo após a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos. Na postagem, o senador associou Lula a crimes como tráfico internacional de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A manifestação levou a Polícia Federal a solicitar a abertura de investigação, sob o argumento de que o parlamentar atribuiu crimes ao presidente sem apresentar provas.
Durante a apuração, a defesa de Flávio requereu a oitiva de nove pessoas, entre elas Lula, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, João Santana, María Corina Machado e um procurador norte-americano. Todos os pedidos foram rejeitados por Alexandre de Moraes, que considerou as solicitações incompatíveis com a condução regular do inquérito e afirmou que cabe à autoridade responsável definir os rumos da investigação.
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