O senador Flávio Bolsonaro chega às vésperas da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25), em São Paulo (SP), sem um vice e sem uma definição sobre alianças com partidos do Centrão, como o Republicanos, PP e União Brasil. Até agora, essas legendas não têm demonstrado interesse em uma coligação formal com Flávio, e tendem a manter neutralidade na disputa presidencial, liberando os diretórios estaduais a apoiarem quem quiserem de acordo com os interesses regionais.
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Mais preocupados em eleger deputados federais, já que é isso que garante mais dinheiro dos fundos eleitorais e partidários, as siglas do Centrão acreditam que uma aliança formal no plano nacional poderia atrapalhar esse objetivo. Além disso, tanto no PP, quanto no União Brasil e no Republicanos, há descontentamento com a postura do pré-candidato nos últimos meses.
O PP, por exemplo, não gostou do “distanciamento” adotado por Flávio em relação ao presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), após a revelação do envolvimento de Ciro com o esquema de fraudes financeiras do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O mesmo acontece no União Brasil, onde o pré-candidato do partido ao Senado no Rio de Janeiro, ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso por porte de um fuzil e por suspeita de envolvimento com facções criminosas que atuam no setor de combustíveis. Canella, a exemplo de Ciro, também foi “abandonado” pelo PL e seu pré-candidato.
Já o Republicanos divulgou, na semana passada, nota oficial negando ter fechado qualquer acordo em apoio a Flávio, e confirmando a tendência à neutralidade. “Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira (presidente nacional do partido) detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições.”
A legenda também negou ter indicado a ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Bolsonaro, Daniella Marques, filiada recentemente à sigla, para vice de Flávio.
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