MP de Bolsonaro abriu brecha para fraudes do Master contra aposentados, diz ex-sócio de Vorcaro
Ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima afirmou, em petição dirigida ao Supremo Tribunal Federal, que foi a Medida Provisória 1.106, editada em 17 de março de 2022, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), e não uma emenda do senador Jacques Wagner (PT-BA), que abriu o caminho para as fraudes do Banco Master contra aposentados. A informação foi revelada nesta terça-feira (22), em reportagem do colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles.
- “Turma do KN”: advogada do Master pagou viagem para Nunes Marques e show de Safadão para filha
- Contradição: Nunes Marques votou a favor do Master em ação de R$ 10 bilhões
- Novas mensagens com Vorcaro envolvem Nunes Marques, Mendonça e Fux no esquema do Master
A MP aumentou de 35% para 45% o percentual do salário que os aposentados poderiam comprometer com o crédito consignado. A iniciativa do governo Bolsonaro também autorizou os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) a contratarem empréstimos consignados nos mesmos moldes dos aposentados e pensionistas. Liberou ainda a contratação de empréstimo consignado com desconto automático direto no benefício do Auxílio Brasil (atual Bolsa Família), fixando a margem máxima de desconto.
Confusão
De acordo com a defesa de Augusto Lima, a Polícia Federal teria se confundido a apontar que uma emenda de Jacques Wagner como responsável por criar uma brecha para o esquema do Master. “Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, dizem os advogados na petição.
Limite
Segundo Lima, a emenda de Jaques “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha. “Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, defende o banqueiro.
BookmarkContinue lendo
Empresa de Willer Tomaz investigada pela PF repassou 17 milhões à Virginia
No ano em que a influenciadora digital, Virginia Fonseca, com 60 milhões de seguidores nas redes sociais, realizava propagandas para a Blaze, uma empresa de Willer...
BRB discute privatização e corte de 15% dos funcionários após escândalo Master
O BRB ainda sofre os resquícios da crise com o Master e tem discutido em seus bastidores um plano de privatização e corte do quadro de...
Delação de dono da Reag, investigado no caso Master, é homologada por Fachin
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, homologou a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da Reag. Investigado no caso do Banco Master —...
Rogério Marinho (PL) aposta em mobilização popular para garantir presidência do Senado
Nos bastidores do Partido Liberal (PL), aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN), dizem precisar garantir apenas mais três votos para eleger o líder da oposição no...
MP eleitoral contestou 42 candidaturas por ligação com crime organizado
O Ministério Público (MP) Eleitoral questionou a validade de pelo menos 42 candidaturas em 10 estados brasileiros em razão de vínculo dos políticos com o crime...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.






1 Comentário