MPT recebe 583 denúncias de assédio eleitoral em 2026
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 583 denúncias de assédio eleitoral em todo o Brasil neste ano, segundo levantamento fechado na quinta-feira (24). As queixas relatam pressões no ambiente profissional para influenciar o voto ou a manifestação política de trabalhadores antes das eleições de outubro.
O Sudeste concentra 207 registros, o maior número entre as regiões do país, enquanto o Nordeste aparece em seguida, com 144. Somadas, as duas regiões respondem por 351 denúncias, cerca de seis em cada dez casos comunicados ao órgão até aquela data.
O assédio pode ocorrer quando alguém usa uma posição de autoridade no trabalho para constranger outras pessoas a apoiar uma candidatura. A prática inclui ameaças de demissão, perda de função ou piora nas condições de trabalho, além de humilhações motivadas por divergências políticas.
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Exigir o uso de roupas e materiais de campanha também pode configurar assédio, assim como pressionar funcionários a participar de atos eleitorais. A cobrança sobre a escolha de cada trabalhador, mesmo quando feita sem uma ameaça explícita, pode comprometer a liberdade de voto.
Os relatos recebidos pelo MPT ainda serão analisados, e o total de denúncias não representa um número de casos já comprovados. O órgão pode investigar as situações comunicadas e adotar medidas para interromper práticas irregulares durante o período eleitoral.
A proteção alcança pessoas que trabalham nos setores público e privado, inclusive em vínculos informais ou terceirizados. Quem sofrer ou presenciar uma tentativa de interferência política no trabalho pode registrar a denúncia pelo site do MPT.
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