O Brasil iniciou na segunda-feira (3) uma mobilização para colocar em dia as vacinas de crianças e adolescentes com até 14 anos. A iniciativa do Ministério da Saúde será realizada até 1º de setembro em postos de todo o país, com atendimento definido conforme a idade e o histórico registrado na caderneta.
A proposta é identificar quais doses estão pendentes e completar o esquema durante a própria visita à unidade de saúde. Não há um imunizante específico como prioridade, pois o trabalho contempla todas as vacinas previstas no calendário nacional para o público infantojuvenil.
Poderão ser aplicadas doses contra poliomielite, febre amarela, hepatites A e B, meningites, rotavírus, HPV, influenza e Covid-19. Também fazem parte da campanha os imunizantes que protegem de sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano e coqueluche, além da dengue nas cidades onde a vacinação está disponível.
Marcado para 22 de agosto, o Dia D concentrará ações para aumentar a adesão e localizar menores que ainda não receberam todas as doses recomendadas. Governos estaduais e prefeituras poderão oferecer atendimento em escolas, ampliar o funcionamento dos postos, utilizar equipes móveis e procurar diretamente famílias com registros incompletos.
O Ministério da Saúde informa que a cobertura vacinal brasileira voltou a avançar a partir de 2023, após sucessivas quedas nos anos anteriores. Apesar da melhora, as diferenças observadas entre municípios e estados deixam grupos desprotegidos e favorecem a circulação de enfermidades evitáveis.
A situação do sarampo levou a pasta a adotar uma orientação específica para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas três cidades, todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos poderão ser vacinadas durante a mobilização, depois que autoridades sanitárias identificaram uma transmissão ligada à importação do vírus.
Dos 17 casos de sarampo confirmados no Brasil em 2026, 14 permanecem sob acompanhamento no estado paulista. Mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral foram distribuídas neste ano, e a dose zero continua recomendada para bebês de 6 a 11 meses nos locais onde há circulação do vírus.
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