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Nordeste ultrapassa o Sul e vira o 2º maior mercado de gestão de patrimônio

O Nordeste ultrapassou o Sul e se tornou o segundo maior mercado brasileiro de gestão de patrimônio no primeiro semestre de 2026, com R$ 60,5 bilhões administrados, segundo a Anbima. O avanço acompanha a expansão de gestoras na região, onde investidores buscam atendimento especializado e maior variedade de serviços financeiros.

A mudança ocorreu após um crescimento de 9,4% no volume regional, enquanto o Sul registrou queda de 1,2%, para R$ 55,8 bilhões. No encerramento de 2025, os estados sulistas ainda estavam à frente, com R$ 56,3 bilhões, diante dos R$ 55,3 bilhões contabilizados no Nordeste naquele período.

Desde 2020, os recursos sob gestão no Nordeste aumentaram 752,1%, a maior expansão entre as cinco regiões brasileiras. Apesar desse ritmo, o Sudeste permanece distante dos demais mercados, com R$ 407,5 bilhões administrados, dos quais 73% estão concentrados em São Paulo, mantendo a liderança nacional no setor de gestão patrimonial.

Entre as empresas que ampliam sua presença regional, a AVIN projeta crescimento anual de 25% a 30% nos escritórios de Fortaleza, Teresina e Salvador. A estimativa supera a média de aproximadamente 20% das outras unidades e reflete a procura de famílias com patrimônio elevado por acompanhamento individualizado de seus investimentos.

Também há demanda por reorganizar carteiras após aplicações inadequadas ao perfil dos clientes, dificuldades de resgate e exposição excessiva ao risco de calote. Nesse atendimento, gestoras passam a discutir sucessão familiar, novos negócios e distribuição do patrimônio, embora imóveis e participações empresariais ainda tenham preferência entre investidores atendidos na região.

A expansão alcança ainda o financiamento de empresas, com estruturação de fundos de direitos creditórios, títulos imobiliários e operações de crédito privado. Gestoras também buscam oportunidades em infraestrutura digital, enquanto a aproximação com grupos empresariais nordestinos ajuda a aumentar o acesso ao mercado de capitais e a desenvolver novas operações financeiras nesses estados.

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