Farmácia Popular: investimento no programa mais que dobrou no governo Lula
O governo Lula ampliou os investimentos no Farmácia Popular e tornou gratuitos todos os 41 itens do programa, enquanto Jair Bolsonaro propôs, em 2022, cortar 59% dos recursos para o ano seguinte. A redução acabou revertida no Congresso, e o financiamento chegou a R$ 6,19 bilhões em 2025.
A previsão para 2026 é de R$ 7,6 bilhões, após aumentos desde o início do terceiro mandato do presidente. Os valores passaram de R$ 2,97 bilhões em 2023 para R$ 3,64 bilhões em 2024, antes de ultrapassarem R$ 6 bilhões no ano seguinte, mais que dobrando nesse intervalo.
Já o plano de governo de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, não menciona nominalmente o Farmácia Popular nem apresenta medidas específicas para o fornecimento gratuito de medicamentos. O documento de 76 páginas prevê preservar programas sociais existentes, e o presidenciável afirma que manterá a iniciativa caso seja eleito.
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A proposta orçamentária apresentada pelo governo de seu pai previa baixar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 842 milhões os recursos destinados aos medicamentos gratuitos em 2023. A diferença representava cerca de R$ 1,2 bilhão, posteriormente recuperado durante a transição presidencial, com a recomposição das verbas para despesas sociais.
O alcance cresceu, passando de 20,8 milhões de beneficiários em 2022 para o recorde de 27,3 milhões em 2025. Desde fevereiro de 2025, a gratuidade integral inclui medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol elevado, glaucoma e Parkinson, além de fraldas geriátricas e absorventes.
Antes da ampliação, parte dos produtos exigia pagamento complementar dos usuários, modalidade eliminada com a inclusão dos últimos itens na oferta gratuita. Segundo o Ministério da Saúde, uma família de quatro pessoas que utiliza diferentes medicamentos e insumos pode economizar até R$ 8,8 mil anuais, dependendo dos tratamentos necessários.
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