A Caixa Econômica Federal começou a aplicar, na quarta-feira (22), novas regras no programa Minha Casa, Minha Vida, ampliando o acesso ao crédito habitacional e ajustando os limites de renda e valores dos imóveis financiados. A medida vale em todo o país e busca alinhar o programa à realidade atual do mercado imobiliário e da renda das famílias.
Na prática, o teto de renda mensal para participação foi elevado para até R$ 13 mil, permitindo a entrada de um público maior, especialmente da classe média. As faixas de enquadramento também foram atualizadas: a faixa 1 passa a contemplar famílias com renda de até R$ 3.200, enquanto as demais chegam a R$ 5 mil, R$ 9.600 e R$ 13 mil, respectivamente.
Dessa maneira, os valores máximos dos imóveis foram reajustados nas categorias superiores. Na faixa 3, o limite subiu para R$ 400 mil, enquanto na faixa voltada à classe média chega a R$ 600 mil. Já nas faixas mais baixas, o teto permanece em até R$ 275 mil, com variações conforme o porte do município.
As mudanças impactam diretamente as condições de financiamento. Com a nova configuração, parte das famílias poderá migrar para faixas com juros menores, reduzindo o custo total do crédito ao longo do tempo.
As taxas variam entre 4% e 8,16% ao ano para rendas de até R$ 9.600, podendo ser menores para cotistas do FGTS, enquanto na faixa mais alta chegam a 10% ao ano. O prazo de pagamento pode alcançar até 35 anos.
A Caixa também atualizou o simulador habitacional, disponível no site e aplicativo, permitindo que interessados consultem as novas condições. Para solicitar o financiamento, será necessário apresentar comprovantes de renda, documentos pessoais e extrato do FGTS. As alterações ampliam as opções de imóveis, que vão de unidades compactas a empreendimentos de padrão médio.
Bookmark