A economia brasileira deve voltar ao grupo das dez maiores do mundo já em 2026, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas nesta semana em Washington. O reposicionamento ocorre após revisão positiva das estimativas de crescimento do país e mudanças no cenário cambial, que impactam diretamente o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) em dólares, critério utilizado para a comparação internacional.
De acordo com o relatório, o Brasil, que ocupou a 11ª colocação em 2024 e 2025, tende a ultrapassar o Canadá no próximo ano, retomando espaço no ranking global. A valorização relativa da moeda brasileira frente ao dólar ao longo do fim de 2025 e início de 2026 contribuiu para elevar o PIB nominal do país, mesmo sem uma aceleração expressiva da atividade econômica interna.
Além do efeito cambial, o FMI elevou a previsão de crescimento do Brasil em 2026 para 1,9%, acima da estimativa anterior de 1,6%. O desempenho contrasta com a revisão para baixo da economia mundial, que agora deve crescer 3,1%, afetada principalmente pela alta nos preços da energia.
O aumento das cotações do petróleo, impulsionado por tensões no Oriente Médio, beneficia países exportadores da commodity, caso do Brasil, que ampliou sua participação no mercado internacional com a produção do pré-sal.
As perspectivas indicam avanço gradual nos próximos anos. Para 2027, a economia brasileira deve atingir a nona posição global, superando a Rússia, e seguir em trajetória de ascensão até alcançar o oitavo lugar em 2028, ao ultrapassar a Itália.
O FMI aponta que fatores como reservas internacionais robustas, menor exposição a dívidas em moeda estrangeira e um regime de câmbio flexível ajudam a sustentar essa evolução, mesmo diante de um ambiente externo mais desafiador.
Apesar do ganho de posição no ranking geral, o Brasil ainda apresenta desempenho modesto quando analisado pelo PIB per capita, indicador que considera a renda média da população e oferece um retrato mais preciso do nível de riqueza.
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