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Com novas sanções, EUA atacam o programa “Mais Médicos”

Em comunicado divulgado em seu site, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a revogação dos vistos de três servidores do Ministério da Saúde que teriam participado da organização do programa. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, anunciou, nesta quarta-feira (13), novas sanções contra autoridades brasileiras. Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que “vários funcionários do governo brasileiro” ligados ao programa “Mais Médicos”, que foi criado em 2013, e atende cerca de 63 milhões de pessoas, terão os vistos de entrada no país revogados. 

Novas medidas agravam ameaças à soberania brasileira

Os Estados Unidos já haviam feito o mesmo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outros magistrados, em razão do processo que apura a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, na tentativa de golpe de estado após a derrota nas eleições de 2022. As sanções fazem parte de uma articulação do filho do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro para tentar livrar o pai da cadeia à custo da soberania brasileira. 

@StateDept (Departamento de Estado) também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras 

escreveu Rubio.

Em comunicado divulgado em seu site, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a revogação dos vistos de três servidores do Ministério da Saúde que teriam participado da organização do programa, entre eles o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. 

Hoje, o Departamento de Estado tomou medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e seus familiares por sua cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano, no âmbito do programa Mais Médicos

alega o órgão estadunidense.

Como parte do programa Mais Médicos do Brasil, essas autoridades usaram a OPAS como intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA a Cuba e, conscientemente, pagando ao regime cubano o que era devido aos profissionais de saúde cubanos

afirma o comunicado.

O Departamento revogou os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, que trabalharam no Ministério da Saúde do Brasil durante o programa Mais Médicos e participaram do planejamento e da implementação do programa

conclui o departamento.

Mais Médicos atende a 4 mil municípios

O Mais Médicos começou em 2013, por meio de uma parceria entre o Brasil e o governo cubano. Segundo dados do Ministério da Saúde, o programa atende atualmente 63 milhões de pessoas em 4 mil municípios, 72% de todas as cidades brasileiras. A iniciativa reúne 18.240 médicos que atuam onde vivem as pessoas com maior vulnerabilidade, nas periferias das grandes cidades brasileiras, nos quilombolas, assentamentos rurais, aldeias indígenas, na Floresta Amazônica, onde os brasileiros precisam de médicos.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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