Um ex-pastor da liderança de jovens da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, passou a ser investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais por suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra dois adolescentes. As denúncias surgiram no fim de janeiro e levaram a Justiça a adotar medidas protetivas urgentes, com base na legislação de proteção a crianças e adolescentes.
O homem, de 37 anos, atuava na unidade do bairro São Geraldo, na região leste da capital mineira. De acordo com os elementos reunidos até o momento, ele teria utilizado a proximidade com os jovens e suas famílias para estabelecer relações de confiança, que posteriormente evoluíram para situações consideradas abusivas.
Em um dos casos, o contato teria começado em atividades religiosas e se intensificado em conversas privadas, com o envio de conteúdos impróprios por meio do celular. Já no outro, os relatos apontam para abordagens presenciais dentro da própria igreja, com episódios de contato físico sem consentimento.
Depoimentos colhidos pelas autoridades indicam que os adolescentes relataram mudanças no comportamento do investigado ao longo do tempo, passando de interações comuns para atitudes que geraram desconforto e medo. Há ainda menção a uma tentativa de aproximação fora do ambiente religioso, incluindo a ida do suspeito até a residência de uma das vítimas.
Com o avanço das apurações, a Justiça determinou o afastamento do investigado das vítimas, fixando uma distância mínima de 500 metros e proibindo qualquer tipo de contato, inclusive virtual. Ele também está impedido de frequentar a unidade religiosa onde atuava.
A instituição informou que afastou o líder assim que tomou conhecimento do caso e orientou as famílias a buscarem apoio junto às autoridades. O inquérito segue em andamento.
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