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Juíza que recebeu R$ 138 mil em dezembro reclama de ter que pagar o próprio lanche

Em meio à discussão sobre o fim dos penduricalhos e supersalários para certas castas da elite do funcionalismo público brasileiro, a juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), que recebeu R$ 138,5 mil brutos em dezembro de 2025, reclamou em sessão do STF de ter que pagar o próprio lanche.

Presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), a magistrada usou seu tempo de fala no Supremo Tribunal Federal, em fevereiro de 2026, para pintar um cenário de “privações” na base da magistratura. Enquanto defendia a manutenção de benefícios extras, ela disparou a frase que viralizou:

“Diferente de vossas excelências, que têm de tudo, os juízes de primeiro grau têm que pagar gasolina, têm que pagar plano de saúde, têm que pagar água, têm que pagar café, e mal têm um lanche, pelo menos no Rio de Janeiro”.

A declaração gerou uma onda imediata de indignação ao confrontar a retórica da “escassez” com o contracheque real da própria juíza, que embolsou um valor líquido de R$ 113,8 mil no final do ano anterior.

O episódio escancarou o abismo entre a percepção da elite do Judiciário, que se diz em desvantagem mesmo recebendo cifras que ignoram o teto constitucional, e a realidade econômica de um país onde o salário mínimo não chega a 2% do que ela recebeu naquele mês.

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