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Ex-candidato do PL do Amapá, médico é obrigado a se retratar após defender cadastro “ideológico” de trabalhadores

O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) acatou pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Amapá e determinou que o médico proctologista Patrick Dargains Medrado, se retratasse depois de publicar um vídeo em que defendia a criação de um banco de dados de trabalhadores identificados com determinada orientação política a fim de facilitar contratações por parte de empresários da mesma linha ideológica. Na prática, ele defendeu que os empresários não contratassem funcionários de esquerda que tenham votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Medrado foi candidato a deputado estadual pelo PL mas não se elegeu.

Segundo a Justiça, a proposta extrapolou a liberdade de manifestação política ao incentivar a adoção de critérios discriminatórios nas relações de trabalho, com potencial de restringir oportunidades de emprego em razão de convicções político-partidárias. A Corte determinou que Patrick Medrado se abstenha de promover ou incentivar práticas discriminatórias relacionadas à contratação, dispensa ou tratamento de trabalhadores por motivos políticos, ou de criar e utilizar cadastros destinados a favorecer ou excluir candidatos a emprego com base em orientação político-partidária.

Na segunda-feira (02), Medrado publicou novo vídeo em seu perfil do Instagram tentando se explicar. “Reconheço que essa proposta foi equivocada e que não deveria ter sido feita. Nenhum trabalhador pode integrar lista previamente elaborada para fins de recrutamento, exclusão ou restrição a uma oportunidade de emprego por razões de convicção política, seja ela de direita, de esquerda ou em apoio a determinado candidato ou partido político”, afirmou.

“Por isso, retiro publicamente minha proposta e deixo claro que não apoio qualquer forma de discriminação política no acesso ao emprego”, disse ele.

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