O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou, nesta sexta-feira (29), o senador e pré-candidato de oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro de “trair a pátria” após o parlamentar articular com o governo dos Estados Unidos a classificação das facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
- Em 2025, Flávio Bolsonaro estreou podcast recebendo seu “grande amigo” Cláudio Castro
- Robôs impulsionaram polêmica sobre detergente para encobrir áudios de Flávio Bolsonaro para Vorcaro
- Classe executiva: Flávio Bolsonaro vai aos EUA atrás de Trump em voo com passagem de até R$ 25 mil
Durante um evento em Sergipe, Lula comparou a atitude do senador à de Joaquim Silvério dos Reis — personagem histórico conhecido pela traição na Inconfidência Mineira e a Tiradentes —, criticando o fato de um pré-candidato à presidência da República viajar ao exterior para solicitar o que considerou uma “intervenção americana no Brasil”.
“O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Vamos começar por entregar o Ramagem, que tá condenado a 16 anos e está escondido lá. Começar pro entregar o maior contrabandista de combustíveis do Brasil, o Ricardo Magro, que está em Miami”, disse Lula.
“Nós não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta. Eu tive três horas com o presidente Trump, três horas com ele. Entreguei quatro documentos para ele. Um deles era o combate ao crime organizado. O seu Marco Rubio não estava lá possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria”, afirmou o presidente.
Bookmark