A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta segunda-feira (1º), uma operação para apurar possíveis irregularidades em contratos celebrados entre a administração municipal da capital paulista e uma organização não governamental ligada ao círculo empresarial responsável pela produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ação faz parte de uma investigação que busca esclarecer o destino de recursos públicos repassados à entidade por meio de contratos e termos aditivos firmados com a Prefeitura de São Paulo. Os investigadores suspeitam da existência de inconsistências na execução dos acordos, o que pode ter resultado em prejuízos aos cofres públicos. O valor desviado pode chegar a R$ 200 milhões.
O foco da apuração está na análise da legalidade dos documentos assinados entre o município e a organização social. A polícia pretende verificar se os valores transferidos foram utilizados de acordo com as finalidades previstas e se houve algum tipo de favorecimento ou desvio durante a vigência dos contratos.
O caso ganhou repercussão também por causa da relação indireta da entidade investigada com o longa-metragem “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política de Bolsonaro. A ONG pertence a uma empresária que integra o quadro societário da produtora responsável pelo filme, circunstância que colocou o empreendimento audiovisual no contexto das investigações, embora a obra não seja o alvo principal da operação.
Segundo as informações levantadas até o momento, a força-tarefa concentra esforços na coleta de documentos, análise de movimentações financeiras e verificação de procedimentos administrativos adotados durante a formalização dos contratos e de seus aditivos.
A operação ocorre em um momento de maior fiscalização sobre parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil. O objetivo das autoridades é reunir elementos que permitam confirmar ou descartar a ocorrência de irregularidades envolvendo a aplicação de verbas públicas na capital paulista.
Bookmark