Plano de saúde terá menor reajuste em 25 anos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu que os planos de saúde individuais e familiares poderão ter reajuste máximo de 5,11% em 2026, representando o menor aumento registrado em mais de duas décadas.
A decisão foi aprovada nesta semana pela diretoria da agência reguladora e será oficializada após publicação no Diário Oficial da União. O índice em queda vale para contratos regulados pela ANS, desconsiderando o cenário excepcional de 2021, quando houve redução das mensalidades em razão dos impactos da pandemia.
O percentual autorizado afeta cerca de 7,7 milhões de brasileiros, número que corresponde a apenas 14,5% dos beneficiários de planos médico-hospitalares no país. Atualmente, a maior parte dos consumidores está vinculada a contratos coletivos, modalidade que não possui limite de reajuste definido pela agência reguladora.
Segundo a ANS, o cálculo leva em consideração a evolução dos custos médico-hospitalares e a frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários. A proposta também passou pela análise do Ministério da Fazenda antes de ser validada pela diretoria colegiada da autarquia.
Embora seja considerado um reajuste moderado em comparação aos últimos anos, o índice ficou acima da inflação oficial registrada no país em 2025, que foi de 4,26%. Isso ocorreu porque as despesas assistenciais das operadoras cresceram em ritmo superior, alcançando alta de 8,32% no período analisado.
Especialistas apontam que a medida beneficia os usuários dos planos individuais, mas alertam para a diminuição gradual dessa modalidade no mercado. Com a preferência das operadoras pelos contratos coletivos, um número crescente de consumidores acaba submetido a reajustes mais elevados, frequentemente acima de dois dígitos.
Representantes das empresas do setor também demonstraram preocupação com o percentual definido pela agência. Entidades que reúnem operadoras argumentam que o limite autorizado não acompanha a velocidade de crescimento dos custos assistenciais e pode ampliar as dificuldades financeiras enfrentadas por parte das companhias, especialmente as de pequeno e médio porte.
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