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Postos do Corinthians aparecem ligados a investigados do PCC

Posto Corinthians
(Foto: Instagram @‌postocorinthians/Reprodução)

Três postos de combustíveis que usam a marca do Corinthians estão localizados em endereços associados a alvos da Operação Carbono Oculto, maior ação já realizada contra o PCC, segundo levantamento feito pelo g1 em registros da Receita Federal e da ANP. A operação, deflagrada em agosto, mira integrantes da facção suspeitos de crimes que incluem lavagem de dinheiro e fraudes que somam mais de R$ 8 bilhões.

Os postos, todos na Zona Leste de São Paulo, funcionam sob o nome “Posto Corinthians”, mas são administrados por empresas licenciadas que sublicenciam a marca do clube. São eles:

Auto Posto Mega Líder Ltda – Cidade Líder

Auto Posto Mega Líder 2 Ltda – Vila Norma

Auto Posto Rivelino Ltda – Conjunto Habitacional Padre Manoel da Nóbrega

O Corinthians informou que não administra diretamente essas unidades e que acompanha as investigações, podendo adotar medidas jurídicas se necessário. A marca está licenciada até novembro de 2025.

A apuração mostra que os três postos estão ligados a alvos da operação: Pedro Furtado Gouveia Neto e Himad Abdallah Mourad, associados a Mohamad Hussein Mourad, apontado como líder do esquema criminoso; e Luiz Ernesto Franco Monegatto, também investigado por participação em operações de lavagem de dinheiro.

Alguns dos estabelecimentos operam como “bandeira branca” e aparecem com nomes diferentes nas bases oficiais, o que a ANP classifica como irregularidade. A agência promete notificar as empresas para regularização ou abrir processo administrativo, que pode levar à revogação da autorização de funcionamento.

Além dos postos, o Ministério Público de São Paulo investiga suposto vínculo do PCC com antigos contratos e imóveis alugados pelo Corinthians, usados por jogadores e para abastecimento de veículos do clube.

O ex-presidente Duilio Monteiro Alves afirmou que os contratos de licenciamento existiam antes de sua gestão e que todos os aditivos assinados foram aprovados pelos órgãos competentes, incluindo cláusula de responsabilização que protege o clube de eventuais danos à imagem ou prejuízos financeiros.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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