Promessa de impeachment no STF vira moeda de Alcolumbre por poder no Senado
A possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no centro das articulações políticas no Senado e passou a ser usada como moeda de negociação para a disputa pelo comando da Casa. O movimento envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que busca viabilizar sua permanência no cargo em nova eleição prevista para 2027.
Nos bastidores, Alcolumbre indicou a senadores da oposição que pode colocar em pauta pedidos de afastamento de integrantes do STF caso consiga apoio para sua reeleição. A sinalização ocorre em meio à preocupação com a sucessão no Senado e à necessidade de consolidar uma base política que garanta sua continuidade no posto.
A estratégia vem sendo construída por etapas. Nos últimos dias, o presidente da Casa adotou medidas que agradaram setores oposicionistas, como a condução da rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo e a articulação para derrubar vetos ao projeto que trata da dosimetria penal. Para facilitar a tramitação dessa proposta, trechos considerados sensíveis foram retirados, o que ajudou a reduzir resistências e ampliar apoio.
Paralelamente, pedidos de impeachment contra ministros do STF continuam sem avanço formal, apesar de já protocolados. Alcolumbre tem evitado levá-los adiante, mas deixou em aberto a possibilidade de mudança de postura no futuro, caso consolide sua posição política.
Do lado da oposição, há disposição para apoiar a recondução do senador, embora parte do PL mantenha desconfiança. Integrantes do partido avaliam que promessas não são suficientes e defendem que algum processo seja efetivamente iniciado ainda neste ano como prova de compromisso.
Enquanto isso, cresce dentro da ala bolsonarista a defesa de um nome próprio para a presidência do Senado. Entre os mais citados está Rogério Marinho, que tem ganhado espaço nas articulações e é visto como alternativa para comandar a Casa em um cenário de disputa acirrada.
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