Operação revela suposta ligação entre “banco do PCC” e coronéis da PM
Uma rede suspeita de prestar serviços financeiros clandestinos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) mantinha contatos frequentes com oficiais de alta patente da Polícia Militar de São Paulo. A informação consta na investigação que levou o Ministério Público paulista a deflagrar, na terça-feira (21), a Operação Janus.
O procedimento concentra-se nas atividades de Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza e Amjad Ahmad. Os três são apontados como operadores de um esquema destinado a movimentar recursos, converter valores em espécie em depósitos bancários e esconder bens ligados a integrantes da organização criminosa. Para os investigadores, eles também demonstravam capacidade de acesso e influência entre policiais civis e militares.
Parte da apuração envolve o coronel Pereira Martins, descrito nos autos como amigo de Santos e Souza. A proximidade teria sido preservada mesmo depois de ambos entrarem na mira da Operação Fractal, realizada em 2022. O contato entre eles não se restringiria a compromissos formais.
Mensagens encontradas em um grupo de WhatsApp chamado “Aniversário general” mostram conversas pessoais e articulações para encontros sociais. O espaço virtual permaneceu em funcionamento, pelo menos, até novembro de 2023.
A documentação registra ainda que Pereira Martins teria oferecido auxílio aos investigados e demonstrado disposição para aproximá-los de autoridades. Apesar disso, a decisão judicial não informa qual ajuda teria sido prestada nem aponta participação direta do oficial no esquema sob apuração.
Outros dois nomes aparecem no material: José Augusto Coutinho, que comandava a Rota no período analisado, e um coronel identificado como Patrício. Este último teria sido incluído em uma relação de clientes acompanhada de um registro de R$ 1 mil em dinheiro. Os investigadores associam a anotação à “ticketagem”, expediente usado para mascarar movimentações financeiras.
Os oficiais mencionados não foram formalmente denunciados nem tiveram medidas cautelares determinadas até o momento. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e as defesas dos investigados foram procuradas pelo jornal O Globo, mas ainda não haviam apresentado resposta.
BookmarkContinue lendo
Carta aos universitários do Brasil, por Manuel Castells
Queridos colegas e queridos estudantes, a eleição presidencial do Brasil em 25 de outubro de 2026 é decisiva para o futuro da Universidade, no Brasil, na...
O que Trump tem a ganhar com uma vitória de Flávio Bolsonaro?
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial brasileira ampliaria a influência de Donald Trump na América Latina e poderia favorecer interesses econômicos ligados à...
Flávio Bolsonaro despejou R$ 8,3 milhões em aeroporto que não recebe voos comerciais
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destinou R$ 8,3 milhões em emendas Pix para obras em um aeroporto sem voos comerciais em Resende,...
Flávio Bolsonaro aparece como advogado de PMs acusados de matar porteiro e entregador
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) integra a equipe jurídica de quatro policiais militares acusados de envolvimento na morte de dois trabalhadores durante uma operação...
Coordenador de Flávio defendeu proposta que elevaria gás de cozinha em 23%
Uma proposta defendida em 2018 por Adriano Pires, hoje coordenador de energia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), previa encarecer o gás de cozinha em aproximadamente...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





