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PF encontra R$ 10 mil em articulação para levar recado a Vorcaro na prisão

A Polícia Federal identificou uma transferência de R$ 10 mil durante uma articulação que, segundo os investigadores, buscava informar Daniel Vorcaro sobre uma possível rede de proteção ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) enquanto o banqueiro estava preso em São Paulo.

O pagamento foi realizado em 28 de novembro de 2025, um dia depois de conversas sobre a necessidade de fazer chegar ao empresário a informação de que havia uma estrutura capaz de ajudá-lo dentro do sistema penitenciário.

O dinheiro saiu de uma conta de Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, e teve como destino o advogado André Luís Chagas Bergeralck. A PF registrou que a movimentação ocorreu logo após uma ligação de aproximadamente cinco minutos entre os dois, mas não determinou qual teria sido a finalidade específica do pagamento.

Os diálogos fazem parte da investigação sobre o Banco Master e estavam entre documentos mantidos sob sigilo no gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material reúne mensagens, chamadas telefônicas e registros bancários analisados pelos investigadores.

Segundo a PF, Manolo integrava um grupo chamado “A Turma”, apontado como uma estrutura privada utilizada por Vorcaro e formada por pessoas com vínculos com forças de segurança, milícia e jogo do bicho. A investigação suspeita que integrantes desse núcleo buscavam informações sobre apurações e atuavam contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro.

As tratativas para auxiliar Vorcaro ganharam força após sua transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Mensagens analisadas pela PF mencionavam pedidos para que o banqueiro recebesse orientação e suporte durante sua permanência na unidade.

Os investigadores afirmam ter encontrado indícios de uma possível mobilização de integrantes ou pessoas relacionadas ao PCC em favor de Vorcaro. Os documentos, porém, não apontam que os R$ 10 mil tenham sido destinados à facção nem indicam que o banqueiro tenha ordenado a transferência.

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