PT pede CPMI para investigar envolvimento de Flávio Bolsonaro nos escândalos do Master e do INSS
Os líderes do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), e no Senado, Camilo Santana (CE), vão protocolar requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o envolvimento do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos escândalos do Banco Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A coleta de assinaturas para a instalação da comissão foi iniciada nesta segunda-feira (19).
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A CPMI pretende apurar os fatos investigados em dois inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e envolvem o senador. “Flávio Bolsonaro não apresenta respostas claras sobre os esquemas milionários que envolvem lavagem de dinheiro, fraudes no INSS e uso de estruturas no exterior para esconder dinheiro captado supostamente para produção do filme sobre seu pai. Se ele não quer explicar, nós vamos instalar a CPMI e usar o poder de investigação do Parlamento para passar a limpo todos os fatos com total transparência e rigor,” disse Uczai.
Dark Horse
O primeiro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, trata do suposto financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Aberto em julho, a pedido da Polícia Federal (PF) e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o procedimento apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Segundo as investigações, Flávio negociou com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, um aporte de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões). Desse total, ao menos US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) teriam sido pagos em 2025 por meio de um fundo nos Estados Unidos.
Aposentados
O segundo inquérito apura relações de Flávio com advogado investigado por fraudes no INSS. Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, chegou ao STF em 8 de outubro. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação de Flávio Bolsonaro com o advogado Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. A PF aponta Flávio como “usuário master” da conta bancária de uma offshore de Willer em Portugal.
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