Questionado sobre “decretar Brasil para Cristo”, Flávio Bolsonaro se enrola todo
Questionado sobre o que quis dizer ao afirmar em vídeo divulgado em agosto que um de seus primeiros atos caso eleito será “decretar Brasil para Jesus Cristo”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se enrolou todo. O questionamento foi suscitado após a polêmica de que o candidato do PL teria a intenção de ressuscitar proposta da bancada evangélica para destituir Nossa Senhora Aparecida do título de “Padroeira do Brasil”.
- Pastor de igreja onde Flávio Bolsonaro foi batizado disse que Deus “odeia” culto à Nossa Senhora
- Fux suspende decisão de Dino e manda retirar posts sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida
- Bispo que chutou Nossa Senhora fez campanha para Bolsonaro e atacou Lula
O vídeo foi divulgado por Flávio para supostamente justificar a ausência dele no debate da Band. “Porque quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, disse ele na ocasião, em uma fala que foi interpretada como uma indicação de que os interesses das religiões evangélicas teriam preferência em um eventual governo dele em relação ao catolicismo.
Perguntado sobre o tema nesta terça-feira (29), a campanha do candidato afirmou em nota à Folha de SP que, se eleito, pretende fazer “uma oração antes de ler o termo de posse quando assumir a Presidência da República entregando o Brasil a Jesus Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e também como um pedido de proteção e benção para todos os brasileiros”.
Flávio alegou ainda que “dizer que o Brasil será de Jesus Cristo é apenas uma forma figurada de ressaltar a importância da paz, da proteção e da esperança que, sob a Presidência de Flávio, voltarão a ocupar espaço na vida dos brasileiros”.
Não convence
As explicações não convencem o eleitorado católico, ainda mais depois que o mesmo Flávio Bolsonaro acusou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – entidade máxima de representação da Igreja Católica no País – de disseminar a suposta “fake news” sobre Aparecida. A verdade é que o projeto existiu, foi apresentado pelo então deputado federal bolsonarista Victório Galli (PP-MT) em 2007, e que apesar de arquivado em 2008, nada impede que seja reapresentado. Além disso, Galli foi nomeado assessor da presidência da República em 2019 por Jair Bolsonaro e concorre novamente à Câmara em 2026 com o apoio de Flávio Bolsonaro.
BookmarkContinue lendo
Chefe jurídico de Flávio atuou com irmã e amigo de Nunes Marques
O advogado que coordena a área jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) possui histórico de atuação em processos ao lado da irmã do ministro...
TSE manda Nikolas remover vídeo que deturpa fala de Lula sobre exames preventivos
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Estela Aranha, deu 24 horas para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) remova de seu perfil no X (antigo...
Espetáculo inspirado em Hilda Hilst escancara pressões contra mulheres
O espetáculo “(IN) FLUXO” estreia em 1º de outubro no Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, no Teatro Guaíra, em Curitiba, com sessões gratuitas até o...
Lavagem de dinheiro: PF abre nova investigação sobre amigo de Flávio Bolsonaro que “apostou” R$ 5 bi em bets
A Polícia Federal abriu investigação para apurar o crime de lavagem de dinheiro por parte do advogado Willer Tomaz, amigo próximo e parceiro de viagens do...
Internações de crianças disparam até 628% em cidades com mina de lítio
As internações de crianças por doenças respiratórias cresceram entre 2021 e 2025 em Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, onde funciona a maior mina de...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





